
Herman José está a escassos dois meses de terminar o seu contrato com a SIC. Já há um ano o tabu foi cerradíssimo. Assina, não assina? Vai para a RTP, vai para a TVI ou vai tirar uma licença sabática? Ele assinou por um ano e fez o programa que Penim queria, não um talk show como fazia, mas um programa de humor puro e duro. Agora, que estamos quase no fim de Outubro, as dúvidas adensam-se de novo. Sempre que Herman aparece em público, os jornalistas fazem-lhe a pergunta da ordem, mas Herman diz que "ainda é cedo". Tenho para mim que desta vez é que é. Depois de perder os Gatos, o Monchique, a Ana Bola, o Nilton, o Marco Horácio, a SIC vai perder Herman José. Não surpreende: as relações entre Penim e Herman José nunca foram boas, apesar de ambas as partes negarem elegantemente essa evidência. Há uma tensão permanente, um ranger de dentes, uma incomodidade indesmentível. Penim gostava que Herman rendesse mais, que as suas criações voltassem a ter o glamour de antigamente. Por outro lado, Herman não entende como o seu programa é atirado para a madrugada, e sente saudades do tempo (Manuel Fonseca) em que era tido como uma estrela da SIC.
Ambos terão razão: ninguém pode, desta vez, dizer que Francisco Penim não tentou tudo para Herman triunfasse. Na estreia, em Fevereiro, começou às 22.30 e fez 20 pontos de share. Saltou para as 23h e piorou, às 21h foi um desastre (12% de share em horário nobre numa estação privada e comercial é um suicídio). O Hora H já teve seis horários diferentes. Agora, por via da "Família Superstar" ao domingo, passou para o sábado. De novo de madrugada.
Também se percebe o desgosto de Herman: por um lado, sente o potencial da sua criação ser desbaratado num horário madrugador, depois, quando toda a crítica desancava na qualidade do programa, ele disse "daqui a um tempo ainda se vai dizer que é um programa de culto". E, de facto passados oitos meses há críticos de televisão que não poupam elogios à dinâmica da narrativa e à evolução do formato. Mesmo assim, porém, sem audiência.
Para Herman este parece ser o fim da linha na SIC.E não me admirava muito que dentro de seis a dez meses (depois de uma paragem que Herman precisa, até para os portugueses sentirem saudades...)o "verdadeiro artista" estivesse na RTP. E alguém se admiraria se fosse um sucesso?
21 comentários:
Inteiramente de acordo! Quem agora investir no Herman terá de arriscar. Ora só o serviço público o pode fazer. Aliás, a RTP também arriscou com os Gatos fedorentos com o sucesso que hoje é claro. Também aqui se nota a diferença entre operador público e operadores comerciais. O primeiro pode e deve inovar, experimentar,arriscar...
acho vergonhoso o que se passa neste blog e nas páginas que o sr. azinheira escreve no DN. Tudo é escrito para mostrar que nuno santos é o maior e que a RTP é a melhor. Uma vergonha para o jornalismo.
Onde está o Wally? Perdão, onde está o Nuno Santos no meu blog? Já li e reli as dezenas de posts que escrevi desde o início de Setembro (quando abri este blog) e o nome do director de programas da RTP aparece, se não me falham as contas, um ou duas vezes... Mas claro, de uma opinião a coberto do anonimato pode esperar-se tudo...
Volte sempre!
Tenho sérias dúvidas que fosse um sucesso. O Herman deixou de ser "A Estrela" que foi, muito porque esse espaço humorístico foi preenchido pelo Gato Fedorento. É bom não esquecer que o Herman está entre o humorismo de revista e aquele humor mais à britânica, onde impera o non-sense.
Também não me admiraria! E o "Hora H" também tem evoluido e, se acertassem um horário digno para o publico, teria melhor audiência do que quando foi posto à prova. Aliás, com tantas trocas de horário, é impossivel manter um bom público fiel... e depois para "calar" quem critcava o horário tardio, colocar o "Hora H" ao mesmo tempo que estão a dar os Gatos (com um programa sem oscilações dehorário) era purissimo "suicidio" e algo mais.... Enfim! Mas concordo inteiramnte com o Nuno Azinheira neste seu post!
no blog pode não aparecer directamente, mas no jornal... acho espantoso como certas pessoas tenham marcado no calendário que nuno santos (ou wally como o trata) completava 5 anos na rtp esta semana... como será que se lembrou? Ou será que alguém interessado se terá lembrado?
Caro anónimo (e dura, dura...)
Folgo em saber que o DN é lido na sua redacção. Não percebo a sua estranheza em relação a datas. E não foi só a de Nuno Santos que sabia. Já reparou que também fiz um trabalho sobre os dois anos de Penim? Terá sido alguém a soprar-me a data de 26 de Setembro? Por que terá sido alguém a soprar-me a data de 18 de Outubro? E, olhe, para que não se surpreenda, aviso-lhe desde já que o Moniz também está a fazer anos. Saber algumas datas da área em que me especializei, desculpe que lhe diga, não merece tanta surpresa da sua parte. É apenas ter o trabalho de casa feito. Competência, portanto. Não está é ao alcance de todos, não é?
Meu Deus, tanto ressabiamento em Carnaxide...
Se eu fosse a si, Nuno Azinheira, não respondia mais a esse senhor. Deixe lá o homem falar à vontade. Toda a gente já percebeu aqui aquela dor de cotovelo e de onde vem, portanto, não lhe responda. Continue com o seu trabalho no seu jornal e aqui. Quem está mal que se mude. Força!
Não deixo de estar tristemente de acordo. Desejava seriamente que o Hora H fosse um sucesso, mas está visto que não. Talvez por vários motivos. A imagem desgastada do Herman José no seu talk-show, o tempo que esteve em antena e (na minha opinião) por vezes a unidireccionalidade das suas entrevistas não o ajudaram apesar de ser um bom profissional. O humor presente na Hora H não é fácil e apesar de por vezes ter alguns sketchs mais fracos não deixa de ser bom e daqui a uns tempos talvez ser um clássico. Também é verdade que o panorama televisivo está a mudar e o espectador comum está a perder células cinzentas a um ritmo avassalador. Quanto à "parcialidade" do blogger, bem, não vi nada do que o "anónimo" relata e além disso, é um blog, um espaço de opinião.
O seu comentário é certo e de boa fé. Por razões profissionais (trabalho na VC), tenho observado o Herman de perto. É um trabalhador honesto, lutador, mas marcado por um director de estação que o despreza, e uma acusação que quase o matou. Falo como é obvio do processo Casa Pia, que todos tentam esquecer, mas que a todos ainda nos ensombra a alma. O Herman nunca foi ilibado oficialmente. Ficou a ideia de que "teve sorte e se safou". Mais do que uma vez o ouvi desabafar (quase) publicamente essa magoa. É uma mancha que o limita e fragiliza, mais do que podemos pensar. Terá de ter a coragem de se despedir do canal que o está a matar ao poucos (veja-se a sua frescura nos Incorrigíveis) fazer uma viagem pelo deserto, e voltar à única casa que o poderá tratar como merece: a RTP. É ao que observo realista e inovador suficiente para renascer das cinzas a que a SIC o votou.
promiscuidade... notícia, opinião, blogue... quando os jornalistas revelam as suas opiniões pessoais num blogue, poderemos olhar para os artigos desses jornalistas com a imparcialidade que olhávamos? uma reflexão que vos deixo.
E porque não? Se os jornalistas em causa souberem distinguir o que são espaços de jornalismo e espaços de opinião? Se os jornalistas em causa forem sérios e e estritamente profissionais no cumprimento das regras deontológicas? Se na prosa jornalística não tornarem pública a sua opinião, cumprirem a regra do contraditório e se limitarem a factos, não vejo porque razão não havemos de continuar a confiar nesses jornalistas. Além disso, muitos desses jornalistas têm espaços de opinião nas páginas dos seus jornais. O autor deste blogue é um deles. Trabalho na SIC desde 1994 e habituei-me a respeitá-lo profissionalmente. Mesmo quando emite a sua opinião (e já o lia no Correio da Manhã, tal como agora no DN e na rádio), pode haver alturas em que concordo mais ou menos, mas respeito-o. Sei que o faz de boa fé e, mais importante do que isso, com conhecimento de causa. Não há muitos assim.
Por muito que seja correcta a deontologia jornalística, um jornalista não deixa de ser um homem. Nesta época cada vez mais virada para o Eu e para o unitário, uma visão mais humanista da sociedade é cada vez mais bem vinda. O Jornalista, não deixa de ser homem. De ter sentimentos. De ser o que é. E é muito bem vindo. Por muito que o Anónimo me queira convencer, a peça jornalísitca terá sempre o seu cunho pessoal, nem que seja na escrita. Nunca será 100% objectiva e se alguma vez a for, deixará de ser homem para ser Um Cérebro de Broca.
Ena,ena que grande polémica que vai por aqui. Curiosa polémica que sublinha mais a graxa com que o jornalista Nuno Azinheira besunta as suas peças - quer no Correio da Manhã, agora no DN e no blog - relativamente a Nuno Santos e Francisco Penim. Este último menos porque caiu em desgraça. Já o Santos em plena ascensão convém lamber-lhe bem o rabo, porque o sonho comanda a vida e quem sabe o jornalista Azinheira ainda vá parar à RTP. Aliás essa prática de lambe cu já nem é nova no autor deste blog. Basta reparar como caiu no DN como editor adjunto dos Media e em poucos meses sofreu de uma maleita denominada ascensão meteórica, que mantém até hoje como editor executivo. Porquê? Por causa de um vírus chamado Miguel Gaspar, que by the way se raspou para o Público quando a nova direcção, vinda por acaso do Correio da Manhã onde já tinha prestado serviço, chegou ao DN.
Coincidências! É uma vida tramada!
Especialmente estas coincidências de dourar a pílula de pessoas que possuem cargos de interesse pessoal. É vergonhoso de facto! Surpreende-me como a direcção do DN permite tal vergonha para o jornalismo, que se exige isento.
Lembram-se daquela etiqueta de uma marca de discos, comum cãozinho a escutar uma grafonola? Se não me engano era a «Voz do Dono». Sim, essa mesmo. Pois, a imagem faz-me lembrar o Nuno Azinheira. Só o peso é que os diferencia. Há quem nasça com sorte e outros há que nascem com bons tios...
PS: comentário excelente, o do anónimo das 11.27 de 7 de Novembro. Falou com conhecimento. O mesmo que eu tenho da criatura blogueira.
COIMBRA É UMA CANÇÃO
CHEIA DE ENCANTO E CORRUPÇÃO...
www.osexoeacidade.wordpress.com
- alternando por coimbra -
A anafada criatura bloguera desistiu. Furou-se e saiu-lhe o ar. Foi um ar que se lhe deu.
RIP
A anafada criatura bloguera desistiu. Furou-se e saiu-lhe o ar. Foi um ar que se lhe deu.
RIP
Onde é que tu andas Nuno? Não ligues a esses anónimos frustrados e volta a escrever. Os verdadeiros apreciadores agradecem.
Ai Nuninho, as saudades que já tenho de ti, gorduchinho...
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